sexta-feira, 23 de março de 2012

The Darkness

The Darkness II

O Mal novamente tomou o corpo de Jackie Estacado. Uma das poucas coisas que o mantinha se foi e agora uma organização secreta quer vê-lo morto
É hora de dar o troco neles, com mais violência ainda
É hora de dar o troco neles, com mais violência ainda
Galeria de Imagens | Plataformas: X360, PS3, PC | Desenvolvedora: Digital Extremes | Editora: 2K Games | Gênero: Shooter em primeira pessoa | Lançamento: 7/2/2012
Melhor: Novos poderes especiais, atuação dos protagonistas | Pior: Controles continuam confusos
É comum ouvir por aí que o caminho mais fácil nem sempre é o melhor. E isto é um fato na vida de Jackie Estacado, protagonista da HQ “The Darkness”, criada pela Top Cow Productions na década de 1990. Com a sua primeira aparição nos consoles feita em 2007 pelas mãos da Starbreeze, sua continuação demorou cinco anos para aparecer nas prateleiras. Será que esta espera valeu à pena?
Agora um poderoso mafioso, Jackie conta com mais habilidades, que estarão disponíveis a partir do momento que o jogador as libera com o gasto de essências na árvore de habilidades. Tais essências são obtidas ao utilizar as variadas formas de matar seus inimigos, finalizações especiais ou ao encontrar artefatos espalhados pelo cenário.
Isto é ótimo, pois encoraja os jogadores a utilizarem mais o arsenal e não ficar só no “mata-mata” com armas de fogo, tornando o combate bem mais dinâmico. Sua campanha foi severamente encurtada, tendo em torno de seis a sete horas. Entre as missões, você é levado de volta para a sua mansão, algo como um quartel general de sua família. Não há muito que se fazer além de ouvir a conversa alheia dos mafiosos e participar de minigames de tiro.
darkness
Galeria de Imagens | Plataformas: X360, PS3, PC | Desenvolvedora: Digital Extremes | Editora: 2K Games |Gênero: Shooter em primeira pessoa | Lançamento: 7/2/2012
Os inimigos agora vêm em variadas formas e podem trazer lanternas, o maior inimigo de Jackie, já que a luz faz com que seus poderes das trevas não funcionem. Por isso, ao entrar em um novo ambiente, lembre-se sempre de destruir todas as lâmpadas e fontes de iluminação possíveis. No entanto, existe um problema grave em sua jogabilidade: seus controles. Mesmo no teclado, os comandos necessários para realizar algumas ações são confusos e, nas primeiras horas de jogo, farão o jogador morrer bastante.
Mas nem toda a história está presente na campanha. Parte dela foi reservada para os modos cooperativos, denominados Vendetta e Hit List. Quatro jogadores poderão escolher os personagens Shoshanna, JP Dumond, Jimmy ou Inugami. Cada um deles com suas habilidades e estilos próprios.  
Apesar de soltarem frases engraçadas, a narrativa do modo cooperativo está muito abaixo do presente na campanha. As oito missões do Vendetta ocorrem em paralelo com a aventura de Jackie, enquanto o Hit List é mais voltado para a diversão casual e oferece cenários extraídos de sua campanha principal.  
darkness
Galeria de Imagens | Plataformas: X360, PS3, PC | Desenvolvedora: Digital Extremes | Editora: 2K Games |Gênero: Shooter em primeira pessoa | Lançamento: 7/2/2012
Sua estética se distancia do estilo sombrio de seu antecessor e segue um caminho mais cartunesco, similar aos quadrinhos e com gráficos cel-shaded parecidos com os presentes em “Borderlands”. Isso culminou em duas coisas: apesar de agradáveis aos olhos, suas texturas pecam e muito na definição, bem abaixo do tradicional desta geração. O completo inverso é visto em sua trilha sonora e atuação que mantém o seu patamar elevado e imerge o jogador. Destaque para a voz de Jackie Estacado e da entidade Darkness, trazida a vida pelo vocalista da banda “Faith No More”, Mike Patton.
“The Darkness II” traz uma história que agradará não só os fãs da HQ como quem curte uma boa atuação, momentos de pura adrenalina e trabalho em equipe. Mesmo com seus controles confusos, despedaçar, matar e estraçalhar os seus inimigos com poderes nunca foi tão divertido.
Nota: 8,0Plataformas: _Xbox 360_ | _PS3_ | _PC_

Mario & Sonic at the London 2012

Mario & Sonic at the London 2012 Olympic Games

Mario e Sonic vão comandar pela terceira vez os Jogos Olímpicos, no entanto, deixaram de fora da festa Bowser e Dr. Eggman

Os vilões tentarão estragar o evento espalhando uma perigosa neblina sobre Londres 
  • Lançamento: 14/2/2012
    Melhor: Inédito, modo História dá um gostinho daquilo que muitos gamers desejam há anos: uma verdadeira aventura com os personagens da Sega e da Nintendo | Pior: Jogabilidade complicada de alguns minigames e ausência de modo online
    Apesar de ser a segunda franquia de maior sucesso da sétima geração dos consoles da Nintendo, “Mario & Sonic” ainda não conquistou os críticos. Além de ser tachada de caça-níqueis, costuma-se dizer que seus jogos têm minigames pouco divertidos.
    De fato, nem toda modalidade olímpica é prazerosa. Ou pior: não é conhecida pelo grande público, enfraquecendo qualquer apelo. Foi pensando nisso que a Sega e Nintendo bancaram uma equipe de 150 pessoas, algo só visto em superproduções, para reformular a série. Mesmo com toda a pressão existente, o terceiro “Mario & Sonic” conseguiu um bom lugar no pódio. A saída encontrada para resolver a questão é simples: explorar mais os universos do encanador e do ouriço.
    No Wii, lá estão novamente os minigames de esgrima, badminton e de nado sincronizado. No entanto, o Dream Events está maior e mais completo. O modo deixa a diplomacia de lado, com competições nas quais power-ups são liberados, e abusa da criatividade. Esta é a única forma de ver, por exemplo, a turma do Reino do Cogumelo correndo dentro de esferas sob a pista de Bingo Highway (Sonic Heroes).
    mario e sonic
    Galeria de Imagens | Plataforma: Nintendo 3DS | Desenvolvedora: Sega | Editora: Sega | Gênero: Esportes |Lançamento: 14/2/2012
    No 3DS, a situação era menos complicada. É a primeira vez que o console recebe um “Mario & Sonic”. Logo, bastava explorar de maneira inteligente o sistema. De alguma forma isso foi feito. Cada um dos cinquenta minijogos aproveita um recurso, como microfone ou a tela sensível ao toque, de forma diferente, ainda que sejam da mesma categoria (atletismo, natação, tiro).
    Uma sacada interessante deste vasto cardápio é o recorte que a Sega deu a certos esportes. Naturalmente, atletismo já é dividido em modalidades, mas para render mais diversão, foi desenvolvido um game exclusivo apenas sobre o momento em que o atleta precisa pegar uma garrafa d’água para se hidratar durante a corrida. Haja criatividade.
    Para evitar o máximo possível o uso de combinações de botões, algo que é alvo de reclamações, alguns esportes ficaram com uma mecânica bem extravagante. Na canoagem, por exemplo, o esforço de ir para trás e para frente com os remos é substituído pelo chacoalhar do 3DS na altura dos seus olhos. Na natação, quem assopra no momento exato no microfone dá um gás para o personagem na piscina.
    mario e sonic
    Galeria de Imagens | Plataforma: Nintendo 3DS | Desenvolvedora: Sega | Editora: Sega | Gênero: Esportes |Lançamento: 14/2/2012
    Extravagância, realmente, é o inédito modo História. É ali que você descobre uma artimanha de Bowser e Dr. Eggman para acabar com as Olimpíadas. Já que eles sempre participaram dos Jogos, se sentiram traídos ao saber que Mario e Sonic não os convidaram desta vez. Para mostrar a insatisfação, os dois espalham um fog sob Londres que cria clones malignos dos heróis. A única forma de destruí-los e progredir de capítulo em capítulo é vencê-los nos minigames.
    Com diálogos longos e desnecessários, bem ao estilo “Sonic Unleashed”, o modo não é tão essencial. Porém, nesta brincadeira tramas paralelas se entrelaçam e criam encontros inesperados. Quem é fã da Sega ou da Nintendo, vai gostar, principalmente da aparição de personagens secundários e das piadas que eles fazem de si mesmos.
    Por mais que os jogadores sonhem com isso, será difícil ver os maiores ícones dos games num titulo de ação ou aventura. Shigeru Miyamoto, pai de Mario, sempre recusou projetos do gênero. Para ele, os dois universos não são compatíveis.
    Com minigames criativos e o modo História, “Mario & Sonic at the London 2012 Olympic Games” para Nintendo 3DS já melhor que o do Wii e prova que o encanador e o ouriço ainda têm fôlego para mais sequências. Contudo, se tivesse um modo online, não haveria erro dizer que é a melhor versão criada até hoje.
    Nota: 7,5
    Plataforma: _Wii_

Resident Evil

Resident Evil: Revelations

Em uma história cheia de reviravoltas, Jill Valentine e Parker Luciani partem ao resgate de Chris Redfield e sua parceira Jessica em um misterioso navio infestado de criaturas

‘Revelations’ é exclusivo do Nintendo 3DS 
Galeria de Imagens | Plataforma: Nintendo 3DS | Desenvolvedora: Capcom | Editora: Capcom | Gênero: Terror/Tiro em terceira pessoa | Lançamento: 7/2/2012
Melhor: A imersão no jogo proporcionada pelos recursos do console | Pior: Pouca variedade nos puzzles e a presença de alguns slowdowns
De tempos em tempos, os videogames nos brindam com exemplares de jogos que oferecem experiências únicas, algo além de uma simples jogatina descompromissada. Alguns destes jogos conseguem esse feito através de uma história envolvente, outros, através de inovações na jogabilidade, e por fim, uma espécie mais rara, consegue o tal feito através de um pacote completo - caso deste “Resident Evil: Revelations”, exclusivo para 3DS.
Cinematográfico em diversos sentidos é em seu roteiro que “Revelations” começa a tomar forma e prender a atenção. Para isso, a Capcom habilmente conseguiu amarrar velhos e novos personagens sob uma mesma trama, fazendo com que o jogador possa através dos olhos de cada um dos protagonistas e coadjuvantes construir uma trama que surge em forma de colcha de retalhos. Assim, prepare-se para encarnar não somente os já carimbados Chris e Jill, mas também novos e cativantes personagens durante todo o game.
Cada um em sua própria forma, os personagens contribuem ao game ao agregar novas possibilidades, através de suas armas, histórias e características particulares. Enquanto Jill demonstra agilidade para fugir de ataques inimigos, Parker, por exemplo, pode simplesmente apelar para a força bruta e arrematar um zumbi com um golpe certeiro de seus punhos.
revelations
Galeria de Imagens | Plataforma: Nintendo 3DS | Desenvolvedora: Capcom | Editora: Capcom | Gênero: Terror/Tiro em terceira pessoa | Lançamento: 7/2/2012
Essa diversidade, porém, só atinge o devido potencial graças aos controles. Um dos primeiros jogos desenvolvidos com compatibilidade ao circle pad, o controle analógico adicional que visa facilitar os comandos de jogos de tiro, “Revelations” se torna muito mais rico na verdade, graças a outra tecnologia, o Gyro Sensor. A funcionalidade, que permite movimentar o próprio console para executar a mira, traz ao jogo a experiência mais realista e em vários momentos consegue te convencer de que você está rodeado por criaturas, obrigando assim a girar com o console na mão como se este fosse uma arma e simulando com perfeição o desespero vivido pelos personagens. A experiência é indescritível.
Os gráficos e o som do game são louváveis e o maior mérito ultrapassa o simples fato de agregar valor ao jogo em si. A qualidade e o apuro técnico por trás do game colocam à prova em definitivo o potencial do portátil da Nintendo, mostrando que sim, o 3DS sabe brincar como gente grande.
revelations
Galeria de Imagens | Plataforma: Nintendo 3DS | Desenvolvedora: Capcom | Editora: Capcom | Gênero: Terror/Tiro em terceira pessoa | Lançamento: 7/2/2012
Impecável em quase todos os quesitos, inclusive nas partidas cooperativas de seu empolgante modo online, “Revelations” só demonstra fraqueza ao limitar a variedade e a criatividade de seus puzzles, característica naturalmente forte na série - e em alguns slowdowns entre uma cena e outra.
Ao trazer a essência da franquia da forma como os fãs desejavam, “Resident Evil: Revelations” é uma experiência singular graças a qualidade técnica capaz de gerar uma profunda imersão no game, assim, não deixe de usar um bom fone de ouvido, apagar as luzes e se deixe levar por um dos melhores games do Nintendo 3DS até hoje.
Nota: 9,0
Plataforma: _3DS_

South Park

South Park: The Game

Com roteiro e supervisão dos próprios criadores da série – Trey Parker e Matt Stone - ‘South Park’ finalmente ganhou um game fiel às suas origens
Todo o humor peculiar da série em um RPG anárquico
Todo o humor peculiar da série em um RPG anárquico
Galeria de Imagens | Plataformas: X360, PS3, PC | Desenvolvedora: Obsidian | Editora: THQ | Lançamento: 2º semestre de 2012
Crianças cruéis, desbocadas, que não deixam pedra sobre pedra quando escolhem um alvo para criticar são rotina em “South Park”, um dos desenhos mais insanos que surgiram nos EUA em muito tempo. Mesmo com toda essa doideira, a animação conquistou recordes de audiência e milhões de fãs pelo mundo.
Não é pouco para uma série (grosseiramente) animada - no princípio, os criadores do desenho utilizavam modelos recortados em papel dos personagens para criar o desenho -, com palavrões, ataques às diversas religiões, críticas a políticos e até descidas ao Inferno, onde o Diabo é constantemente sodomizado por Saddam Hussein.
Agora imagine todo esse espírito anárquico e sem limites dessa turma dentro de um jogo. E melhor: em um RPG descrito como "tradicional" pela Obsidian, desenvolvedora do título e não por acaso criadora de jogos como “Neverwinter Nights 2”, “Fallout: New Vegas” e “Star Wars: Knights of the Old Republic II”, todos eles RPGs tradicionais. O resultado é o ambicioso “South Park: The Game”, que promete ser o melhor jogo adaptado da franquia.
Um dos trunfos da produção sobre os jogos anteriores da franquia - nenhum deles de grande sucesso - é a presença dos próprios criadores da série animada na equipe, Trey Parker e Matt Stone, que pela primeira vez se dedicam inteiramente a um game.
No título, o jogador controlará um personagem novato que chega a “South Park”, a cidade-título fictícia situada nas Montanhas Rochosas, estado do Colorado. O personagem será o típico herói mudo, que na tentativa de ser aceito pelos grupos da cidade, realizará uma série de tarefas que serão parte das quests do jogo.
south park
Zoando como na TV
As boas sacadas do jogo em parodiar e, ao mesmo tempo homenagear, os mundos medievais dos RPGs não param por aí. O personagem principal terá um smartphone que serve basicamente para localizar amigos pela cidade. O sistema de classes segue o mesmo caminho bem humorado, com cinco categorias: Adventurer (aventureiro) Rogue (trapaceiro), Paladin (paladino), Wizard (mago) e uma quinta classe inventada pelo mestre do jogo, Eric Cartman: Jew (judeu).
Essa última classe terá habilidades semelhantes às de um monge, além de atributos similares aos de paladino, o que envolve ousadia e risco. Quanto mais perto da morte estiver um Jew, maior o poder dele. Tais poderes foram descritos pela equipe do jogo como um estilo próximo dos Macabeus, em referência ao grupo de judeus que libertou Israel do império Selêucida e reconstruiu o Templo de Salomão, em 164 a.C.
Segundo Matt MacLean, designer do jogo, a patrulha do politicamente correto vai ter motivos para arrancar os cabelos com “South Park: The Game”. "Há um monte de violência juvenil com brinquedos nada seguros", contou MacLean. Os criadores do desenho pediram "que as crianças [personagens principais] sangrassem e chorassem mais", algo normal nos episódios do desenho.
Os combates serão no melhor estilo RPG old-school, que incluem armas personalizáveis com fogo, eletricidade ou veneno - subidas de nível e turnos. A mecânica de batalhas do jogo será similar a Paper Mario, com turnos e exigência que o jogador aperte o botão (ou a sequência de botões) certo no tempo determinado para vencer os inimigos. Os ataques automáticos por turno serão possíveis, mas executar combos bem encaixados e cronometrados causa o dobro do dano - e mais choradeira, sangue, olhos voando e palavrões berrados.
souht park
Inimigos Góticos, Hippies...
As facções inimigas encontradas no jogo obedecem ao espírito maluco da série: góticos, guris sardentos, hippies e cheerleaders, que representam desafios únicos em cada combate. Monstrengos como Mecha Streisand (qualquer semelhança com Barbra Streisand...) também são esperados na posição de chefões sanguinolentos.
O motor gráfico será o mesmo de “Dungeon Siege 3”, mas o visual seguirá o estilo primário da animação (de forma tão real que será “normal” confundir o jogo com o desenho, segundo a Obsidian), com movimentação tosca e dublagem similar à amada série animada.
Outro fato interessante foi à necessidade de criar uma espécie de mapa da cidade, já que os criadores nunca se preocuparam em desenvolver um ambiente minimamente verossímil e cartografado para os personagens interagirem nos episódios do desenho. Para recriarem tudo fielmente, os desenvolvedores da Obsidian tiveram acesso aos rabiscos originais dos personagens. Os diálogos também ficarão a cargo de Parker e Stone, que até hoje escrevem os roteiros, dirigem e dublam os personagens em quase todos os episódios de “South Park”.
Trey Parker afirmou que graças ao formato widescreen nos principais consoles, a movimentação em cena é similar à da animação, ao contrário dos jogos anteriores de South Park, que tinham uma ambientação 3D. "Tínhamos que ter algum tipo de motor 3D para fazer o jogo funcionar. Mas este realmente vai ter a aparência de “South Park”. Vai parecer que você está em um episódio do desenho animado", comentou Parker, que também tratou de dizer para os jogadores não esperarem modos multiplayer.
Com ingredientes como esse, é de se esperar que o RPG de “South Park” seja um jogo direcionado para adultos, assim como a animação. O bastante para qualquer um - fã ou não do desenho - ficar ansioso.
Plataformas: _Xbox 360_ | _PS3_ | _PC_
Categoria: _preview_